Incêndio em Famalicão causa o pânico junto a habitações

Um incêndio de grandes dimensões na freguesia de Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures, no concelho de Vila Nova de Famalicão, mobilizou, esta tarde, dezenas de operacionais no combate às chamas que estiveram perigosamente perto de habitações. As chamas consumiram áreas de mato e forçaram um forte dispositivo de proteção civil e bombeiros no terreno, numa das primeiras grandes ocorrências de fogo deste verão.

O alerta para o incêndio foi dado durante a madrugada, pouco depois das 00h30, numa zona de mato entre Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Vermoim, e rapidamente se alastrou, empurrado pelo vento forte que tem marcado estes dias. As chamas estiveram a «poucos metros» de casas, segundo relatos de moradores, levando a uma forte mobilização dos bombeiros locais e de reforços de outras corporações, que tentaram nos primeiros momentos impedir que a frente do fogo se aproximasse de áreas habitadas.

Pelas 05h00 da manhã, as autoridades consideraram a ocorrência dominada, mas o vento complicou as operações e o fogo reacendeu, obrigando a retomar o combate às chamas com mais recursos humanos e meios. No conjunto, cerca de 67 operacionais apoiados por 18 viaturas e um meio aéreo têm trabalhado no terreno para estabilizar a situação e garantir que o incêndio não represente risco iminente para as populações.

Durante a manhã, o esforço concentrou-se em consolidar linhas de contenção e monitorizar possíveis reacendimentos, sobretudo junto a casas e zonas agrícolas, onde o fogo já deixou áreas de mato intensamente ardidas. As autoridades reforçaram que, até ao momento, não há registo oficial de habitações destruídas, nem de vítimas humanas, mas admitiram que a proximidade das chamas à malha urbana exigiu uma resposta rápida e coordenada dos meios de socorro.

O vento forte foi apontado por responsáveis da Proteção Civil como o principal obstáculo ao combate eficaz ao incêndio, limitando a progressão das linhas de água e dos meios aéreos e dificultando o rescaldo.

Até ao fecho desta edição, as equipas permaneciam no terreno a vigiar o perímetro ardido e a prevenir possíveis reacendimentos, numa altura em que as condições meteorológicas continuam a favorecer o risco de novos focos em zonas de vegetação seca.

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