Ministro da Agricultura defende consumo moderado de vinho
O Ministro da Agricultura defendeu que o consumo de vinho deve ser encarado com moderação, rejeitando interpretações que associem diretamente o consumo da bebida a determinados indicadores de saúde ou longevidade.
“O consumo deve ser feito com moderação. Em excesso, tudo faz mal”, afirmou o governante, sublinhando que esta tem sido a posição que tem transmitido e apelando a que “não aproveitem as estatísticas para tirar conclusões erradas”.
Segundo o ministro, o vinho “faz parte do nosso modo de vida” e o seu consumo moderado integra a tradição alimentar associada à Dieta Mediterrânica. O responsável criticou ainda aquilo que considera ser a retirada de declarações fora do contexto: “Também não é aceitável truncar afirmações”.
Durante a intervenção, transmitida pelo Canal Parlamento, o governante recorreu ao exemplo do Vale do Cávado para defender que não se devem atribuir causas únicas a fenómenos complexos.
“Estou certo de que, se a longevidade fosse menor no Vale do Cávado, iam culpar o vinho verde, o arroz de pica-no-chão ou o Pudim Abade de Priscos”, afirmou.
O ministro destacou que a região apresenta uma das maiores longevidades de Portugal, mas frisou que “também não seria sério atribuí-la ao vinho, ao arroz ou ao Pudim”, defendendo uma análise mais equilibrada dos fatores que influenciam a saúde e a qualidade de vida das populações.