Pais de Diogo Jota assistem à estreia de Portugal no Mundial

No Estádio NRG, sob um sol forte e numa mistura de dor e orgulho, Joaquim e Isabel Silva estiveram nas bancadas esta quarta-feira para assistir ao jogo de estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de 2026, frente à República Democrática do Congo.

O momento foi acompanhado com uma atenção especial pela comitiva portuguesa e por adeptos que ali se juntaram desde as primeiras horas. Convidados pela Federação Portuguesa de Futebol, os pais do antigo internacional fizeram questão de marcar presença no relvado norte-americano, pouco menos de um ano depois da trágica morte do filho Diogo Jota, aos 28 anos, e do irmão André Silva, num acidente de viação em Espanha.

Joaquim e Isabel viajaram com um pequeno grupo oficial da FPF e foram recebidos na véspera, num gesto que integrou o presidente da Federação, Pedro Proença, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e o embaixador de Portugal nos Estados Unidos, Francisco Duarte Lopes.

No estádio, muitos dos olhares não se focaram apenas na equipa em campo, mas também no casal nas arquibancadas, visivelmente emocionado durante o hino nacional. O jogo, para muitos, ganhou outro significado: não só a estreia lusa no Mundial, mas também uma homenagem silenciosa à carreira e ao impacto de Jota na seleção e fora dela.

Portugal entrou com um pé esquerdo no Grupo K com olhos postos não apenas na vitória, mas também em manter viva a memória de um dos seus, num torneio onde cada gesto e presença conta para a narrativa emocional da equipa e dos seus adeptos.

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