Há 9 anos Pedrógão Grande era um ‘inferno’. Morreram 66 pessoas
Nove anos depois dos incêndios que marcaram o verão de 2017, a Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG) presta hoje homenagem às vítimas da tragédia que assolou o concelho de Pedrógão Grande e territórios vizinhos.
No dia em que se assinala mais um aniversário dos fogos, a associação abre a sua sede, instalada na antiga escola primária da Figueira, na freguesia da Graça, a partir das 16:00. Cerca de duas horas depois, pelas 17:45, está prevista uma cerimónia de homenagem no Memorial às Vítimas dos Incêndios, seguindo-se uma missa na Igreja Paroquial de Vila Facaia, também no concelho.
As iniciativas prolongam-se até domingo, com a realização de mais uma edição da “Caminhada Renascer”, organizada pela AVIPG. A partida está marcada para as 09:30, a partir da sede da associação.
Os incêndios que deflagraram a 17 de junho de 2017 em Pedrógão Grande provocaram a morte de 66 pessoas e ferimentos em 253, sete dos quais graves. As chamas destruíram cerca de 500 habitações e afetaram 50 empresas, deixando marcas profundas na região. Em outubro do mesmo ano, novos incêndios na região Centro causaram mais 49 mortos e cerca de 70 feridos, além da destruição, total ou parcial, de aproximadamente 1.500 casas e mais de 500 empresas.
O memorial foi inaugurado a 15 de junho de 2023, junto à Estrada Nacional 236-1, na zona de Pobrais, em Pedrógão Grande. O espaço reúne os nomes das 115 vítimas mortais dos incêndios desse ano, muitas das quais foram encontradas precisamente naquele troço de estrada, um dos símbolos mais duros da tragédia.