Idílio Nunes: o maestro que vinca identidade musical em Vila Verde

Falar de música em Vila Verde é, inevitavelmente, falar de Idílio Nunes. Ao longo de mais de duas décadas, o maestro tem sido uma das figuras mais influentes da vida cultural do concelho, deixando a sua marca no ensino artístico, na direção coral e na criação de projetos musicais que envolveram centenas de jovens e adultos.

O seu percurso ganhou especial destaque na Academia de Música de Vila Verde, onde assumiu funções de diretor pedagógico. Sob a sua orientação, a instituição consolidou-se como uma referência regional na formação artística, proporcionando a muitos alunos o primeiro contacto com a música e contribuindo para o surgimento de novos talentos. Em 2017, defendia já a importância de dar a conhecer os instrumentos musicais e o universo do ensino artístico às novas gerações, através de concertos pedagógicos e iniciativas de proximidade com a comunidade escolar.

Paralelamente à atividade educativa, Idílio Nunes desenvolveu um intenso trabalho na direção coral. À frente do Coro da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, liderou atuações em diversos pontos do país e além-fronteiras. Um dos momentos mais marcantes aconteceu nos Açores, quando o grupo participou num congresso das Misericórdias Portuguesas, realizando concertos e celebrações religiosas que mereceram elogios da organização e do público presente. Sob a sua direção, o coro afirmou-se como um dos principais embaixadores culturais da instituição vilaverdense.

Em 2018, voltou a destacar-se ao dirigir o Coro da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde e o Coro Alma do Povo no Concerto de Gala da Academia de Música de Vila Verde, espetáculo que reuniu centenas de espectadores e diversos artistas convidados.

Nos anos seguintes, o maestro continuou a associar a música a causas sociais e comunitárias. Em 2022 esteve envolvido na organização de um concerto solidário a favor dos refugiados ucranianos acolhidos pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, iniciativa que permitiu angariar bens essenciais e apoio financeiro para dezenas de pessoas deslocadas pela guerra.

O seu trabalho estendeu-se igualmente a projetos intergeracionais e de inclusão social. Participou em ações junto da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde e colaborou com escolas do concelho na preparação de atuações musicais destinadas à população sénior, reforçando a ligação entre diferentes gerações através da arte.

Mais recentemente, assumiu um papel determinante na criação da Orquestra do Cávado, um projeto que envolve os municípios de Vila Verde, Amares e Terras de Bouro. Enquanto diretor artístico da iniciativa, Idílio Nunes tem defendido a música como instrumento de inclusão, cidadania e combate ao abandono escolar, procurando levar o ensino artístico a um número cada vez maior de crianças e jovens.

Reconhecido pela comunidade educativa, cultural e social do concelho, Idílio Nunes continua a ser uma referência incontornável da música em Vila Verde. Entre salas de aula, palcos, igrejas e projetos comunitários, o maestro construiu um percurso marcado pela dedicação à formação, à cultura e ao serviço da comunidade.

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