Empresa de Barcelos acusada de explorar trabalhadores e burlar clientes
Uma empresa de construção em aço leve sediada em Fornelos, no concelho de Barcelos, está a ser alvo de suspeitas relacionadas com alegadas burlas a clientes e possíveis situações de exploração laboral de trabalhadores imigrantes.
De acordo com relatos recolhidos junto de funcionários e clientes pelo canal NOW, vários trabalhadores denunciam salários em atraso, ameaças e pressão por parte da gerência, enquanto alguns clientes afirmam ter pago milhares de euros por moradias em sistema LSF (Light Steel Framing) que nunca chegaram a ser concluídas — e, em alguns casos, nem sequer iniciadas.
A empresa, Fornelosluxsteel, apresenta-se como especializada em projetos e construção de habitações em aço leve, prometendo soluções modernas, rápidas e sustentáveis. No site oficial, a firma refere atuar em todo o território nacional e destaca serviços “chave na mão” para habitações residenciais e comerciais.
Contudo, fontes do canal NOW relatam que diversos clientes terão efetuado pagamentos avultados para o arranque das obras sem que os projetos fossem concretizados dentro dos prazos acordados. Alguns alegam mesmo que deixaram de conseguir contactar os responsáveis da empresa após sucessivos adiamentos.
Paralelamente, antigos e atuais trabalhadores descrevem um ambiente de forte instabilidade laboral. Entre as denúncias estão salários em atraso durante vários meses, ausência de contratos formais e alegadas ameaças relacionadas com despedimentos ou denúncias às autoridades migratórias, situação que afetará sobretudo trabalhadores estrangeiros.
O caso levanta preocupações adicionais devido ao crescimento do setor da construção modular e em aço leve em Portugal, um mercado que tem atraído cada vez mais clientes à procura de soluções habitacionais rápidas e energeticamente eficientes.
Nos últimos meses, têm surgido vários alertas nas redes sociais e fóruns online sobre alegadas burlas associadas ao setor da construção modular e pré-fabricada, envolvendo pagamentos antecipados, atrasos sucessivos e empresas sem capacidade financeira para concluir as obras contratadas.
Até ao momento, não é conhecida qualquer acusação formal relacionada com este caso específico, mas alguns lesados admitem avançar com participações junto das autoridades competentes, incluindo a PSP, ASAE e Autoridade para as Condições do Trabalho.