Vila Verde. Chega acusa Câmara de vender “normalidade” no Complexo de Lazer que ainda não existe
Ellisabete Rodrigues diz que Complexo de Lazer continua longe do pleno funcionamento e aponta falhas nas obras. Banho turco e sauna poderão desaparecer definitivamente.
O Chega de Vila Verde acusou esta terça-feira o executivo liderado pela social-democrata Júlia Fernandes de ter anunciado uma reabertura do Complexo de Lazer que “não corresponde à realidade”.
Numa publicação divulgada nas redes sociais, a dirigente do partido em Vila Verde, Ellisabete Rodrigues, afirma que, ao contrário do que foi transmitido na última Assembleia Municipal, realizada a 30 de abril, o espaço continua sem estar totalmente operacional.
Segundo a responsável, na reunião foi indicado que as piscinas retomariam o funcionamento pleno no dia 6 de maio, mas a situação atual seria diferente.
Ellisabete Rodrigues garante ter recolhido informações junto de pessoas ligadas ao espaço e afirma que:
- o banho turco deixará de existir;
- a sauna também deverá desaparecer;
- o ginásio continua encerrado e sem previsão de abertura;
- e algumas aulas de grupo continuam a decorrer na Escola Secundária.
A dirigente critica ainda a qualidade das obras realizadas no complexo, alegando a existência de “falhas e erros” que poderão obrigar o Município a gastar novamente dinheiro em futuras correções.
Na publicação, o Chega acusa o executivo municipal de tomar decisões sem ouvir quem trabalha diariamente no terreno e conhece as necessidades reais dos utilizadores do espaço.
“Infelizmente, esta forma de trabalhar acaba muitas vezes por resultar em obras incompletas, mal planeadas ou que pouco tempo depois já precisam de novas intervenções”, escreve Ellisabete Rodrigues.
O Complexo de Lazer de Vila Verde tem sido alvo de obras e intervenções nos últimos meses, num processo acompanhado com expectativa por muitos utilizadores do concelho, sobretudo devido ao impacto no funcionamento das piscinas, ginásio e restantes serviços desportivos.
Até ao momento, a Câmara Municipal de Vila Verde não respondeu publicamente às críticas lançadas pelo Chega local.