Vilaverdense FC celebra 73 anos com “Jogo de Estrelas” e hino novo no Cruz do Reguengo
Clube de Vila Verde abre as portas à comunidade no dia 23 de maio, juntando antigas glórias do emblema e nomes que passaram pela 1.ª Liga. A festa chega numa fase delicada da história recente do Vilaverdense, depois da descida aos distritais.
O Vilaverdense FC vai assinalar os seus 73 anos de existência com mais uma edição do “Jogo de Estrelas”, marcado para o próximo 23 de maio, às 17h00, no Estádio Cruz do Reguengo, em Vila Verde.
O encontro terá frente a frente duas equipas simbólicas: as “Glórias do Vilaverdense FC”, formadas por antigos jogadores do clube, e uma seleção de “Estrelas da 1.ª Liga”, com nomes ligados ao futebol profissional português. A iniciativa pretende celebrar a história do clube e reforçar a ligação do emblema à comunidade vilaverdense.
Antes do jogo, está prevista a estreia oficial do novo hino do Vilaverdense FC, que passará a acompanhar a entrada das equipas em campo. A direção apresenta este momento como mais um elemento da identidade simbólica e sonora do clube.

A entrada será livre, numa tentativa de mobilizar adeptos, antigos atletas, famílias e população local para uma tarde de memória e reencontro no Cruz do Reguengo. A iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Vila Verde e Barbudo e de parceiros empresariais do concelho.
A celebração surge, contudo, num momento desportivo particularmente duro para o clube. O Vilaverdense sofreu esta época a terceira descida consecutiva, depois de ter disputado a II Liga em 2023/24. Caiu depois para a Liga 3, passou pelo Campeonato de Portugal e prepara-se agora para regressar à Pró-Nacional da AF Braga.
Essa realidade dá outro peso ao aniversário. O “Jogo de Estrelas” não será apenas uma festa de calendário. Chega numa altura em que o clube procura reencontrar estabilidade, recuperar laços com a massa associativa e recentrar-se na sua base local, depois de anos marcados por subidas históricas, instabilidade e queda competitiva.
No Cruz do Reguengo, o passado voltará ao relvado. E talvez seja precisamente isso que o Vilaverdense mais precisa neste momento: memória, gente da terra e uma comunidade disposta a não deixar cair um clube que já levou o nome de Vila Verde ao futebol profissional.