Junta de Soutelo ‘mãos largas’: Mais de 32 mil euros em ajustes diretos

Junta de Soutelo ‘mãos largas’: Mais de 32 mil euros em ajustes diretos
A Junta de Freguesia de Soutelo, no concelho de Vila Verde, adjudicou recentemente três contratos por ajuste direto, num valor global de 32.280 euros, uma decisão que está a gerar reservas e críticas por parte da oposição local.

Os contratos, publicados no portal BASE no dia 5 de maio de 2026, dizem respeito a diferentes prestações de serviços consideradas essenciais pela autarquia de freguesia mas que gera controvérsia.

O maior investimento, no valor de 15 mil euros, foi adjudicado à empresa Ecofree, Lda., para serviços de podas de árvores, com um prazo de execução de 731 dias. A prestação de serviços de consultoria contabilística foi entregue a Elsa Helena Lopes Maciel por 10.080 euros, enquanto a assessoria na área da contratação pública foi adjudicada à empresa Plurisoluções Consultoria Lda., pelo montante de 7.200 euros.

No total, os três ajustes diretos representam um encargo de 32.280 euros para a freguesia.

Apesar de os procedimentos estarem legalmente enquadrados no regime de ajuste direto, setores da oposição têm vindo a demonstrar preocupação com os gastos e com as prioridades definidas pelo executivo da Junta.

Uma das vozes mais críticas tem sido João Silva, do PS de Soutelo, que tem assumido uma postura de oposição firme relativamente à gestão da freguesia, defendendo sobretudo a necessidade de recuperar o edifício da Junta para usufruto da população e para valorização do património local.

O socialista considera que a recuperação e requalificação do edifício da Junta deveria ser uma prioridade estratégica para Soutelo, apontando que existem investimentos que, na sua ótica, deveriam ser repensados face às necessidades estruturais da freguesia.

Além da questão patrimonial, a oposição tem também levantado dúvidas sobre o recurso frequente a serviços externos de consultoria e assessoria, defendendo maior contenção financeira e uma definição mais clara das prioridades de investimento.

Do lado da Junta de Freguesia, fontes próximas do executivo sustentam que os contratos agora adjudicados são necessários para garantir apoio técnico especializado, assegurar o cumprimento das obrigações legais e melhorar a manutenção e gestão dos espaços públicos.

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