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Fim de uma era em Vila Verde: Livraria Rainha fecha portas após mais de 100 anos de história

Vila Verde perdeu uma das suas casas comerciais mais antigas e simbólicas. A histórica Livraria Rainha, situada no centro da vila, encerrou portas no final de abril, colocando ponto final num percurso com mais de um século e atravessado por várias gerações da mesma família. À frente do negócio esteve, durante 47 anos, Luís Ribeiro,…

Vila Verde perdeu uma das suas casas comerciais mais antigas e simbólicas. A histórica Livraria Rainha, situada no centro da vila, encerrou portas no final de abril, colocando ponto final num percurso com mais de um século e atravessado por várias gerações da mesma família.

À frente do negócio esteve, durante 47 anos, Luís Ribeiro, que herdou a livraria do pai e do avô. A casa tornou-se, ao longo das décadas, uma referência do comércio tradicional vila-verdense e um espaço ligado à vida cultural da terra.

O desfecho já vinha sendo admitido pelo proprietário. Há cerca de um ano, em declarações a um “jornal” local, Luís Ribeiro reconhecia que a livraria enfrentava dificuldades crescentes, apontando o peso da concorrência online e a quebra de clientes depois da pandemia de Covid-19 como fatores decisivos para a perda de sustentabilidade do negócio.

Na altura, o comerciante já deixava no ar um cenário sombrio sobre o futuro da casa que marcou gerações de vilaverdenses. A decisão de encerrar acabou por ser amadurecida ao longo do último ano, perante a diminuição da actividade e a impossibilidade de manter o espaço em funcionamento nos moldes habituais.

O fecho da Livraria Rainha representa mais do que o desaparecimento de uma loja. É o fim de um pedaço da memória comercial de Vila Verde, num tempo em que o comércio tradicional continua a perder terreno para os novos hábitos de consumo, as compras digitais e a transformação dos centros urbanos.

Durante mais de 100 anos, a Livraria Rainha resistiu a mudanças políticas, económicas e sociais. Viu passar gerações de clientes, estudantes, famílias e leitores. Agora, baixa a porta e deixa no centro da vila um vazio difícil de preencher.

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