Operação “Teia Branca II”: PJ ‘caça’ 4,8 milhões de euros

A Polícia Judiciária desencadeou, nos últimos dias, uma nova fase da investigação conhecida como “Teia Branca II”, com ações realizadas em Faro, Lisboa, Leiria e Aveiro. O balanço é pesado: um homem detido, seis arguidos constituídos e cerca de 4,8 milhões de euros apreendidos em numerário.

O dinheiro foi encontrado escondido num compartimento falso de uma carrinha, um daqueles esconderijos improvisados que não passam despercebidos a quem anda nisto há muito tempo. Além do numerário, os inspetores apreenderam duas embarcações — um iate e um veleiro —, duas viaturas de alta gama e várias obras pictóricas, agora sob custódia das autoridades.

O detido está fortemente indiciado por tráfico internacional de estupefacientes, branqueamento de capitais e associação criminosa. Segundo a investigação, esta rede criminosa já tinha sido parcialmente desmantelada em fevereiro, durante a primeira operação “Teia Branca”.

Nessa fase inicial, recorde-se, foram detidos cinco cidadãos estrangeiros e apreendidas cerca de 1.500 quilos de cocaína. A lista impressiona ainda hoje: 22 automóveis de luxo, cinco motociclos, sete embarcações de alta velocidade, sete galeras e um verdadeiro arsenal de guerra, que incluía seis metralhadoras AK47, uma pistola-metralhadora VZ61 Skorpion, duas pistolas Glock, carregadores de munição rápida e cerca de 1.300 munições. Juntavam-se documentação falsa e peças de joalharia de luxo avaliadas em mais de dois milhões de euros.

O objetivo da organização era claro. Introduzir grandes quantidades de cocaína e haxixe na Península Ibérica, usando meios sofisticados e uma logística pensada ao detalhe. A investigação prossegue. As autoridades admitem que o processo ainda está longe de fechado.

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