Vila Verde prepara resposta de emergência: Câmara lança concurso de quase 24 mil euros para equipar ZCAP
A Câmara Municipal de Vila Verde lançou um concurso público para comprar material destinado à Proteção Civil, numa operação que pretende reforçar a capacidade de resposta do concelho em situações de emergência.
Em causa está a aquisição de equipamento para instalar e colocar em funcionamento Zonas de Concentração e Apoio à População, conhecidas como ZCAP. São espaços preparados para acolher pessoas em cenários de crise, como incêndios, intempéries, evacuações ou outras ocorrências que obriguem a retirar cidadãos das suas casas.
O concurso tem um preço base de 23.860 euros, sem IVA, e foi publicado em Diário da República no dia 28 de abril de 2026. As propostas podem ser entregues até às 17h00 do dia 4 de maio, através da plataforma eletrónica ACIN.
A lista de compras mostra bem o tipo de resposta que o Município pretende preparar: 45 cadeiras dobráveis, 10 mesas, 40 camas de campanha, 80 sacos-cama, 60 colchões, 10 barreiras refletoras e um gerador rebocável. Ou seja, material pensado para montar, em pouco tempo, uma estrutura de apoio a pessoas deslocadas ou afetadas por uma situação grave.
O gerador será um dos equipamentos mais relevantes desta aquisição. Segundo o caderno de encargos, trata-se de um gerador em atrelado, homologado para circular na via pública, com potência de 22 kVA. Na prática, poderá garantir energia em locais onde falhe a eletricidade ou onde seja necessário montar uma operação autónoma da Proteção Civil.
O contrato terá um prazo de execução de 30 dias. Isto significa que, depois de concluído o processo e assinado o contrato, o fornecedor escolhido terá um mês para entregar o material ao Município de Vila Verde.
A adjudicação será feita pelo critério do preço mais baixo, sem leilão eletrónico e sem negociação. Em caso de empate entre propostas, o desempate será decidido por sorteio.
Num concelho marcado por vastas áreas florestais e freguesias dispersas, este tipo de equipamento pode vir a fazer diferença quando a Proteção Civil é chamada a agir depressa. Não é uma obra vistosa, nem daquelas que costumam render fotografias de inauguração. Mas, em dias difíceis, cadeiras, camas, mantas e um gerador podem valer mais do que muitos discursos.