Comunidade cigana queima e mata três ouriços-cacheiros em ato de crueldade

Três ouriços-cacheiros foram mortos por fogo num episódio de extrema violência contra animais, ocorrido em Portugal e atualmente sob investigação das autoridades. A espécie é autóctone e protegida por lei, sendo ilegal a sua captura, maus-tratos ou consumo.

Segundo informação recolhida junto de fontes ligadas à proteção da natureza, os animais terão sido queimados vivos. O objetivo, relatam, seria provocar sofrimento antes de serem consumidos. A ocorrência foi denunciada nas redes sociais.

Biólogos contactados pelo nosso jornal sublinham que o ouriço-cacheiro tem vindo a perder território e indivíduos, sobretudo devido a atropelamentos, destruição de habitat e ações humanas deliberadas. “Não estamos a falar de um caso isolado de crueldade. É um sinal preocupante de desvalorização da vida selvagem”, afirma um especialista em conservação.

A lei portuguesa prevê sanções criminais para maus-tratos a animais selvagens protegidos. Em paralelo, associações ambientalistas pedem reforço da vigilância e campanhas de sensibilização, sobretudo em zonas rurais onde a espécie ainda é comum.

Nas últimas horas circularam comentários e apelos de cariz político nas redes sociais, alguns deles associando o crime a grupos específicos da população. As autoridades e especialistas ouvidos rejeitam generalizações e lembram que crimes são responsabilidade de indivíduos concretos, não de comunidades inteiras.

O inquérito prossegue. Para já, fica a confirmação de um facto simples e perturbador: três animais protegidos morreram de forma cruel, num país que se comprometeu a defender a sua biodiversidade. O resto terá de ser esclarecido com provas, não com slogans.

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