O cantor brasileiro Netinho morreu esta terça-feira, 13 de outubro, aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. O artista, que conquistou o público português com o êxito “Milla”, enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, um cancro do sistema linfático que acabou por provocar complicações graves.
A morte foi confirmada pela equipa do músico através de uma publicação nas redes sociais. Segundo a informação divulgada, a doença evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
Nos últimos meses, Netinho esteve a realizar tratamentos de quimioterapia. Depois de uma fase em que a doença esteve em remissão, o cancro voltou a manifestar-se em 2026, obrigando o cantor a retomar os tratamentos e a reduzir a atividade pública.
“Milla” marcou uma geração
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, a 12 de julho de 1966, em Santo António de Jesus, no estado brasileiro da Bahia, Netinho tornou-se uma das figuras mais conhecidas da música axé, um género associado ao Carnaval de Salvador.
A carreira ganhou projeção no final da década de 1980, quando assumiu os vocais da Banda Beijo. Mais tarde, seguiu um percurso a solo, conquistando popularidade com temas como “Beijo na Boca”, “Preciso de Você” e “Menina”.
Foi, contudo, com “Milla”, lançada em 1996, que alcançou um dos maiores êxitos da sua carreira. A canção tornou-se particularmente popular em Portugal, permanecendo associada às festas e à música de dança dos anos 90.
O artista chegou também a atuar em Portugal, incluindo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, em 1998, numa altura em que a música axé tinha grande popularidade junto do público português.
Última despedida será reservada
De acordo com a informação divulgada pela assessoria, o velório e a cremação vão decorrer de forma reservada, por vontade expressa do cantor, numa cerimónia limitada a familiares e amigos próximos.
Durante o tratamento, Netinho partilhou mensagens de esperança e reflexão sobre a vida e a carreira. Numa das declarações divulgadas pela sua equipa, afirmou: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei.”
A morte do cantor representa o fim de um percurso musical que marcou o axé brasileiro e deixou canções reconhecidas por várias gerações, tanto no Brasil como em Portugal.



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