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CHEGA quer acabar com subsídios de habitação para ministros

A atribuição de subsídios de alojamento a membros do Governo está sob escrutínio, depois de notícias revelarem que vários governantes recebem apoio financeiro para viver em Lisboa. O tema levanta questões sobre a utilização de dinheiro público e a transparência dos apoios. A atribuição de subsídios de alojamento a ministros e outros membros do Governo…

CHEGA quer acabar com subsídios de habitação para ministros

A atribuição de subsídios de alojamento a membros do Governo está sob escrutínio, depois de notícias revelarem que vários governantes recebem apoio financeiro para viver em Lisboa. O tema levanta questões sobre a utilização de dinheiro público e a transparência dos apoios.

A atribuição de subsídios de alojamento a ministros e outros membros do Governo voltou a gerar polémica em Portugal. O debate ganhou força após notícias divulgadas em fevereiro de 2026 revelarem que 19 governantes recebiam apoio para alojamento em Lisboa, além de oito chefes de gabinete. Entre os casos noticiados estão responsáveis que possuem ou são coproprietários de imóveis na capital.

O subsídio destina-se a apoiar membros do Governo cuja residência permanente se encontra a mais de 150 quilómetros de Lisboa, de acordo com as regras em vigor. O regime tem origem no Decreto-Lei n.º 72/80 e prevê a atribuição de alojamento pago pelo Estado ou de uma compensação financeira, mediante o cumprimento dos requisitos legais. “Fonte: Diário da República”

Um dos casos que suscitou atenção pública foi o do ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, que recebe um subsídio mensal de cerca de 725 euros, apesar de ser proprietário de imóveis em Lisboa. Segundo as declarações citadas pela Renascença, os dois imóveis na capital encontram-se arrendados, pelo que o ministro afirma suportar custos de alojamento em Lisboa.

A discussão coloca em cima da mesa uma questão central: devem os contribuintes continuar a financiar estes apoios ou devem os governantes suportar pessoalmente as despesas de alojamento associadas ao exercício das suas funções?

Embora o tema dos apoios à habitação e a utilização de recursos públicos esteja no debate político, não foi possível confirmar, nas fontes consultadas, os termos exatos de uma proposta formal do partido para eliminar estes subsídios aos ministros.

Até que exista confirmação de uma iniciativa legislativa ou de uma declaração oficial inequívoca, não é correto afirmar que o Chega já apresentou ou conseguiu aprovar o fim destes apoios.

A controvérsia deverá continuar a alimentar o debate sobre privilégios políticos, transparência e responsabilidade na gestão do dinheiro público.

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