Elisabete Rodrigues, do CHEGA Vila Verde, apresentou uma proposta para a criação de um Modelo Integrado dos Bombeiros, defendendo o reforço dos meios de socorro, uma base profissional permanente e uma maior proximidade das populações.
A proteção e o socorro às populações devem passar, segundo Elisabete Rodrigues, por uma reorganização da estrutura dos bombeiros, com melhores condições de trabalho, meios adequados e uma resposta mais articulada às diferentes situações de emergência.
A proposta apresentada pela responsável do CHEGA Vila Verde prevê a criação de um Modelo Integrado dos Bombeiros, abrangendo áreas como o socorro, a emergência médica, a prevenção, o apoio logístico e a valorização dos profissionais e voluntários.
Entre as medidas defendidas está a criação de uma base profissional permanente, com equipas disponíveis 24 horas por dia, articuladas com os bombeiros voluntários. O voluntariado, salienta Elisabete Rodrigues, deverá continuar a ser valorizado através de formação, equipamento adequado e definição clara de funções.
Quartel central e polos de proximidade
Para Vila Verde, a proposta prevê uma organização assente num quartel central reforçado, complementado por polos operacionais de proximidade na zona de Prado e na zona do Vade.
O objetivo será distribuir os meios pelo território de forma a aproximar a resposta de emergência das populações e permitir uma intervenção em ocorrências simultâneas. Para isso, a proposta defende que o número de efetivos, viaturas e equipamentos seja dimensionado de acordo com as necessidades identificadas no concelho.
“Pequeno hospital sobre rodas”
Uma das principais componentes da proposta é a criação de uma Unidade Móvel de Diagnóstico e Emergência, descrita por Elisabete Rodrigues como um “pequeno hospital sobre rodas”.
A unidade teria profissionais de saúde habilitados e destinava-se a levar avaliação e cuidados iniciais às populações, em articulação com os serviços de emergência, o centro de saúde e o hospital.
Dependendo da viabilidade técnica e clínica, a unidade poderia dispor de equipamentos para realização de eletrocardiogramas, desfibrilhação, administração de oxigénio, ecografia, análises rápidas e telemedicina, entre outros meios portáteis. A proposta contempla ainda a disponibilização de soros e medicação sob responsabilidade clínica.
A finalidade, explica a responsável, seria avaliar cada situação, prestar os cuidados adequados e encaminhar os doentes para a resposta de saúde considerada necessária.
Bombeiros de Apoio e manutenção dos meios
A proposta inclui também a criação dos chamados Bombeiros de Apoio, com funções devidamente organizadas, bem como o reforço da componente de manutenção, através da existência de mecânico e oficina.
Para Elisabete Rodrigues, a manutenção regular das viaturas e dos equipamentos deverá integrar o funcionamento normal da estrutura, contribuindo para assegurar a sua disponibilidade operacional.
Valorização dos profissionais
Outro dos eixos apresentados está relacionado com as condições de trabalho dos bombeiros. A proposta defende salários dignos, carreiras reconhecidas, formação contínua, preparação física e organização de turnos que respeitem os períodos de descanso.
Segundo Elisabete Rodrigues, a responsabilidade associada à proteção de vidas deve ser acompanhada por condições que permitam aos profissionais desempenhar as suas funções em segurança.
Mais prevenção e recurso a meios digitais
A prevenção surge igualmente como uma das áreas a reforçar. A proposta prevê ações nas escolas, junto das famílias e na comunidade, com o objetivo de ensinar a população a reconhecer riscos, pedir ajuda e atuar perante situações de emergência.
Elisabete Rodrigues defende ainda o estudo de meios digitais complementares de comunicação de emergência, que deverão ser articulados com o 112 e com as entidades competentes.
Financiamento e transparência
A concretização do modelo proposto deverá, segundo a responsável do CHEGA Vila Verde, assentar em financiamento estável, responsabilidades claramente definidas e transparência.
Nesse sentido, defende que a população possa ter acesso a informação sobre os recursos disponíveis, os investimentos realizados e os resultados alcançados.
Elisabete Rodrigues afirma que a proposta deverá ser estudada e desenvolvida em conjunto com os bombeiros, a Proteção Civil, os profissionais de saúde e as entidades responsáveis.
O princípio apresentado é o de aproximar o socorro das populações e assegurar aos bombeiros as condições necessárias para desempenharem a sua missão. A proposta é apresentada pelo CHEGA Vila Verde como uma iniciativa destinada a transformar esse objetivo num modelo concreto de organização da resposta de emergência no concelho.



Deixe um comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.