O Chega defende que Guimarães não deve ficar excluída de uma eventual redução ou eliminação das portagens nas autoestradas.
A posição foi assumida pelo vereador do partido na Câmara Municipal de Guimarães, Nuno Vaz Monteiro, que considera estar em causa uma questão de igualdade territorial e de defesa dos interesses dos vimaranenses.
Durante a última reunião do executivo municipal, o vereador questionou também a coerência da posição do município relativamente ao princípio do utilizador-pagador. Nuno Vaz Monteiro lembrou que a autarquia defende a gratuitidade dos transportes públicos, ao mesmo tempo que mantém uma posição favorável à aplicação daquele princípio noutros contextos.
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, reconheceu ser, em princípio, favorável ao princípio do utilizador-pagador, mas sublinhou que existem circunstâncias em que podem ser adotadas soluções diferentes.
Na resposta ao vereador do Chega, Ricardo Araújo apontou precisamente o caso dos transportes públicos. Segundo o presidente da Câmara, a gratuitidade pode funcionar como um incentivo à utilização dos transportes coletivos e contribuir para uma alteração dos hábitos de mobilidade da população.
A discussão sobre as portagens ganha, assim, expressão no debate político local, com o Chega a defender que qualquer medida de redução ou eliminação das portagens deve abranger também Guimarães, em nome da igualdade territorial e dos interesses dos cidadãos do concelho.



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