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CHEGA ‘apertou’ com o Executivo de Vila Verde na Assembleia Municipal

A líder da bancada do CHEGA na Assembleia Municipal de Vila Verde, Elisabete Rodrigues, levou à reunião do órgão municipal, realizada esta terça-feira, 29 de setembro, um conjunto alargado de questões dirigidas ao Executivo liderado por Júlia Rodrigues. A intervenção incidiu sobre áreas como obras municipais, urbanismo, saúde, educação, agricultura, rede de água e saneamento,…

CHEGA ‘apertou’ com o Executivo de Vila Verde na Assembleia Municipal

A líder da bancada do CHEGA na Assembleia Municipal de Vila Verde, Elisabete Rodrigues, levou à reunião do órgão municipal, realizada esta terça-feira, 29 de setembro, um conjunto alargado de questões dirigidas ao Executivo liderado por Júlia Rodrigues.

A intervenção incidiu sobre áreas como obras municipais, urbanismo, saúde, educação, agricultura, rede de água e saneamento, mobilidade, equipamentos públicos e apoio ao movimento associativo.

Elisabete Rodrigues começou por defender maior transparência e acesso à informação por parte dos deputados municipais e dos cidadãos. Nesse sentido, anunciou a apresentação de uma proposta para a criação de uma plataforma de “Transparência Total”, bem como a criação de endereços de e-mail institucionais para os deputados municipais ou líderes de bancada, de forma a permitir o acesso antecipado a propostas e documentos.

A eleita questionou ainda o Executivo sobre o projeto “O Natal — do Acender das Luzes à Ceia de Reis”, proposta que, segundo refere, será apresentada posteriormente de forma detalhada.

Obras municipais e principais projetos em Vila Verde

Entre as questões colocadas esteve o levantamento das empreitadas municipais superiores a 50 mil euros realizadas desde 2025. Elisabete Rodrigues pediu informação sobre os valores envolvidos, prazos, percentagens de execução e obras que permanecem por concluir.

O Eixo Norte-Sul foi outro dos projetos abordados. A líder da bancada do CHEGA recordou que, em outubro de 2025, tinha sido anunciado que o projeto estava concluído e que a obra avançaria em 2026, questionando agora quando terá efetivamente início.

A Variante Prado–Oleiros e a futura rotunda do Canoísta, em Prado, também estiveram entre os assuntos levantados.

A intervenção incluiu ainda perguntas sobre a antiga ligação do sul do concelho à A3, na zona de Lama, um projeto que, segundo Elisabete Rodrigues, é discutido há mais de duas décadas. A deputada municipal pretende saber se existe atualmente algum estudo ou projeto, quais as diligências realizadas junto das Infraestruturas de Portugal e outras entidades e quanto foi já investido em estudos.

Sobre o Parque da Vila, questionou quando serão retomadas as obras, quanto já foi gasto e qual o valor necessário para concluir o projeto.

A Adega Cultural também foi mencionada, com Elisabete Rodrigues a pedir esclarecimentos sobre a conclusão da obra e o seu custo final, questionando ainda o período em que o equipamento permanece disponível para a população.

A deputada municipal questionou igualmente o Executivo sobre o Centro de Promoção e Ciências Gastronómicas de Vila Verde e sobre a modernização da Central de Camionagem, nomeadamente no que diz respeito à instalação de informação eletrónica sobre horários e carreiras.

Urbanismo e fiscalização municipal

Na área do urbanismo, Elisabete Rodrigues questionou a vereadora Michelle Alves sobre o funcionamento da fiscalização municipal, procurando saber se existem ações preventivas e regulares no terreno ou se a intervenção dos serviços ocorre sobretudo após denúncias.

Foram também solicitados dados sobre denúncias que resultaram em notificações e sobre os mecanismos utilizados para verificar se as irregularidades identificadas são posteriormente corrigidas.

A situação de uma construção de grandes dimensões na Rua 14 de Fevereiro, em Prado, foi outro dos casos abordados. A líder da bancada do CHEGA pediu esclarecimentos sobre a classificação do terreno, o procedimento urbanístico que permitiu a construção e a avaliação dos impactos sobre as habitações envolventes.

A Rua de Fáfias e diferentes situações de urbanismo em Turiz foram igualmente referidas, com Elisabete Rodrigues a questionar os critérios utilizados pelo Município na aplicação das regras urbanísticas.

Vilaverdense FC e Centro de Saúde

Dirigindo-se ao vereador Patrício Araújo, Elisabete Rodrigues questionou o acompanhamento realizado pelo Município à situação do Vilaverdense Futebol Clube e às dificuldades financeiras atravessadas pelo clube.

A eleita quis saber se a autarquia tinha conhecimento da situação, se foram realizadas reuniões e que tipo de apoio foi solicitado ou poderia ter sido prestado.

Questionou ainda qual é a posição atual do Município relativamente à continuidade do projeto do Vilaverdense e da respetiva SAD.

Na área da saúde, pediu informações sobre o calendário previsto para a conclusão da requalificação do Centro de Saúde de Vila Verde e sobre o eventual envolvimento dos profissionais de saúde na identificação das necessidades do edifício.

A intervenção abordou também a possibilidade de serem realizadas melhorias no exterior do equipamento, incluindo zonas de entrada, espera, abrigo e sombra.

Agricultura, regadio e ecovia

A agricultura foi outro dos temas centrais da intervenção.

Elisabete Rodrigues questionou que medidas concretas serão incluídas no PDAF para combater o abandono agrícola e tornar o setor mais atrativo, sobretudo para os jovens, perguntando ainda se os agricultores e associações do setor foram diretamente envolvidos na elaboração das medidas.

Relativamente ao regadio de Sabariz e Cabanelas, a deputada municipal referiu um investimento superior a 8,7 milhões de euros e uma área abrangida de cerca de 327 hectares.

Nesse contexto, pediu informação sobre a área que está atualmente a ser efetivamente regada, o número de agricultores que utilizam regularmente o sistema e o impacto concreto do investimento realizado.

A estação elevatória de Cabanelas e os antigos canais de regadio também foram alvo de questões, nomeadamente sobre a sua utilização atual e eventual recuperação.

A líder da bancada do CHEGA quis ainda saber se existe intenção de aumentar a área agrícola com acesso à água e questionou o ponto de situação do estudo para aproveitar partes do antigo canal na extensão da ecovia em direção a Cabanelas.

Educação e equipamentos escolares

Na área da educação, Elisabete Rodrigues questionou o vereador Manuel Lopes sobre os atrasos nas obras do Centro Escolar de Vila Verde, o valor inicialmente previsto e o custo final da empreitada.

Na EB 2,3 de Vila Verde, pediu esclarecimentos sobre o Centro de Apoio à Aprendizagem e questionou por que razão o ano letivo começou sem o espaço estar totalmente concluído e equipado.

A acessibilidade à cantina e a possibilidade de instalação de uma cobertura para proteger as crianças das condições meteorológicas também foram abordadas.

Na Escola Básica de Gême, onde, segundo a deputada municipal, foram investidos cerca de 463 mil euros, foi questionada a conclusão das obras e as condições dos espaços exteriores.

A situação da Ribeira do Neiva e a possibilidade de construção de um centro escolar foram igualmente mencionadas, tal como o futuro das escolas atualmente desativadas no concelho.

Elisabete Rodrigues defendeu ainda que o conhecimento sobre agricultura, floresta e produtos locais possa ser levado às escolas no âmbito do PDAF.

Relativamente às Atividades de Enriquecimento Curricular, questionou qual é o valor efetivamente suportado pelo orçamento municipal dos 230 mil euros anunciados para este programa e qual a parcela correspondente a financiamento ou comparticipação da Administração Central.

Água, saneamento e estradas

O abastecimento de água foi outro dos temas que mereceu várias questões.

Elisabete Rodrigues reconheceu o trabalho realizado para manter o reservatório de Esqueiros com água, mas questionou quando será resolvida a situação de habitações na Rua de Parada, em Barbudo, que continuam sem acesso à rede pública de água.

Também pediu esclarecimentos sobre a Rua das Flores, a Rua Vasco da Gama e a Travessa de Castelhão, em Barbudo, bem como sobre problemas relacionados com o abastecimento de água na União de Freguesias do Vade e no lugar de Boivivo, em Covas.

Em Lanhas, questionou quando será intervencionada a parte da Rua José Marques pertencente ao concelho de Vila Verde e quando está prevista a chegada do saneamento.

A Rua do Giestal, em Soutelo, e a Rua do Couto foram igualmente referidas no âmbito das necessidades de intervenção na rede viária municipal.

A deputada municipal chamou ainda a atenção para a Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, onde, segundo afirmou, continuam a circular veículos em sentido contrário apesar da alteração para sentido único. Questionou, por isso, se o Município prevê reforçar a sinalização ou adotar outras medidas para evitar situações de perigo.

Perguntas sobre gestão de equipamentos e património

A intervenção incluiu também questões relacionadas com a frota municipal, tendo Elisabete Rodrigues pedido informação sobre o número de viaturas substituídas e o destino dos veículos antigos.

Na área dos equipamentos funerários, questionou o Executivo sobre a eventual construção de uma capela mortuária e de um crematório municipal.

Foi ainda abordada a situação dos acessos e estacionamento junto ao cemitério, incluindo a possibilidade de reposição de um passeio e a eventual existência de acordos ou permutas de terrenos para criar um acesso pela parte inferior do equipamento.

No final da intervenção, Elisabete Rodrigues defendeu que as propostas apresentadas pelo CHEGA devem ser analisadas pelo Executivo independentemente da força política que as apresenta.

“Se uma proposta não for viável, expliquem porquê. Se puder ser melhorada, melhoremo-la. Se existir uma solução melhor, discutamo-la”, afirmou, segundo a publicação que fez sobre a sessão.

A líder da bancada do CHEGA terminou defendendo que, apesar das diferenças políticas, o objetivo dos eleitos deve passar por encontrar soluções para os problemas do concelho e responder às preocupações dos vilaverdenses.

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