O PS de Vila Verde voltou a colocar a habitação no centro do debate político concelhio, questionando na Assembleia Municipal a execução do protocolo de 12 milhões de euros anunciado em 2022 para responder às necessidades habitacionais no município.
Numa publicação divulgada nas redes sociais, os socialistas defendem que o aumento das rendas e do preço das casas está a dificultar o acesso à habitação, sobretudo entre os jovens, e comparam a situação de Vila Verde com a de vários concelhos vizinhos.
Segundo o PS local, Famalicão já terá alojado 36 famílias e adquirido 102 habitações, enquanto Barcelos adquiriu 36 casas. A Póvoa de Lanhoso estará a construir 38 habitações, Arcos de Valdevez avançou com 26 e Amares tem em construção 12.
É neste contexto que o PS questiona a situação em Vila Verde, afirmando que o município assinou, em 2022, um protocolo no valor de 12 milhões de euros, mas que, até ao momento, não são visíveis habitações construídas ou adquiridas ao abrigo desse investimento.
“Fez notícia, fez campanha… mas casas, nenhuma à vista”, escreve o PS de Vila Verde, numa crítica dirigida à gestão municipal.
O deputado municipal e líder da bancada socialista, Carlos Araújo, terá questionado formalmente a Câmara Municipal sobre o montante efetivamente investido, o número de habitações atualmente propriedade do município e os valores das rendas cobradas.
A informação pública atualmente disponibilizada pela Câmara Municipal indica que Vila Verde dispõe de 23 fogos de habitação social ocupados: nove apartamentos T3 na freguesia de Vila Verde, oito moradias individuais em Barbudo e seis habitações em banda em Parada de Gatim.
O município mantém também apoios à recuperação de habitações degradadas e medidas de apoio à habitação, incluindo benefícios fiscais para jovens e acesso aos programas Porta 65.
A autarquia tem ainda publicado documentação relativa à sua política habitacional e aos apoios sociais, enquanto a página municipal dedicada ao PRR disponibiliza informação sobre vários projetos financiados pelo programa europeu.
A polémica política coloca agora uma questão central: qual foi, concretamente, a execução do investimento de 12 milhões de euros previsto para a habitação e quantas novas soluções habitacionais foram efetivamente criadas para as famílias de Vila Verde?
O PS defende que os jovens devem ter condições para permanecer no concelho e constituir família, reclamando respostas concretas para um problema que considera cada vez mais urgente.



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