CHEGA defende fim do fogo de artifício durante vaga de incêndios
A concelhia do CHEGA de Mirandela apelou à suspensão da utilização de fogo de artifício nas festas e celebrações, numa altura em que os incêndios florestais continuam a afetar várias regiões do país, incluindo o distrito de Bragança.
Numa publicação divulgada nas redes sociais, a estrutura local do partido considera que, perante a gravidade da situação, é necessário repensar a realização de espetáculos pirotécnicos, defendendo que as festividades podem decorrer sem este tipo de animação.
“Numa altura tão grave, em que os incêndios devastam o país e há tanta gente a lutar para proteger vidas, casas e florestas, talvez seja altura de repensarmos certas celebrações”, refere a publicação.
O Chega Mirandela sublinha que a música, o convívio e o ambiente festivo podem manter-se, questionando, contudo, a necessidade do recurso ao fogo de artifício num período de elevado risco de incêndio.
A estrutura política considera ainda que prescindir deste tipo de espetáculo representa “uma questão de bom senso, responsabilidade e respeito” para com os bombeiros e restantes operacionais que combatem as chamas, bem como para com as populações afetadas pelos incêndios.
Na mesma publicação, o Chega Mirandela defende também que a suspensão do fogo de artifício permitiria uma redução da despesa pública associada às festividades, argumentando que essa poupança poderia traduzir-se em benefícios para os munícipes.
“Há momentos em que celebrar também é saber escolher como o fazer”, conclui a concelhia.
O apelo surge numa altura em que Portugal enfrenta vários incêndios florestais ativos e em que as autoridades têm alertado para o risco muito elevado e máximo de incêndio em diversas zonas do país, apelando à adoção de comportamentos preventivos que reduzam a probabilidade de ignições.