“Não sou nenhuma ama”, disse motorista que deixou menina na área de serviço
Uma menina de 11 anos foi deixada sozinha numa área de serviço da Autoestrada 2 (A2), em Almodôvar, depois de o autocarro onde seguia com destino a Faro ter retomado a viagem sem confirmar que todos os passageiros estavam a bordo. O caso foi avançado pelo Correio da Manhã.
Segundo a mesma fonte, a criança viajava sozinha e aproveitou uma paragem efetuada pelo autocarro para utilizar as instalações da área de serviço. No entanto, o motorista arrancou antes de verificar se todos os passageiros tinham regressado ao veículo.
Ao aperceber-se de que tinha ficado para trás, a menina contactou de imediato o pai, em lágrimas.
Segundo o Correio da Manhã, o caso ganhou novos contornos após o pai da criança relatar o comportamento do motorista quando este foi confrontado sobre o sucedido.
De acordo com o jornal, o condutor terá respondido que “não sou nenhuma ama”, recusando assumir qualquer responsabilidade por verificar se a menina de 11 anos tinha regressado ao autocarro antes de retomar a viagem. A frase terá sido proferida perante a mãe da criança, que aguardava a chegada do autocarro em Faro e percebeu que a filha não seguia no veículo.
O pai da menor contou ainda que foi obrigado a percorrer cerca de 200 quilómetros para ir buscar a filha à área de serviço de Almodôvar, onde esta ficou sozinha depois de o autocarro arrancar. Segundo o seu relato, a menina telefonou-lhe em pânico e a chorar assim que percebeu que tinha sido deixada para trás.
O caso ocorreu numa viagem da FlixBus com destino a Faro. A empresa confirmou ao Correio da Manhã que abriu uma averiguação interna para apurar o sucedido junto do operador parceiro responsável pelo serviço. A transportadora refere, no seu portal oficial, que a segurança dos passageiros é a sua principal prioridade e que os motoristas recebem formação específica para esse efeito.
O incidente gerou forte indignação nas redes sociais, onde muitos utilizadores questionaram os procedimentos de segurança adotados nas paragens intermédias e defenderam que o motorista deveria ter confirmado a presença de todos os passageiros antes de reiniciar a viagem.