Roubaram 52 mil euros ao patrão em Braga. MP quer expulsão
Três cidadãos estrangeiros foram acusados pelo Ministério Público (MP) de alegadamente terem participado num assalto que resultou no roubo de mais de 52 mil euros à empresa de montagem de stands Jet Stand, situada em Padim da Graça, no concelho de Braga, segundo notícia avançada pelo jornal O Minho. Além da condenação pelos crimes imputados, o MP requer ainda a aplicação da pena acessória de expulsão de Portugal.
De acordo com a acusação, os factos remontam a 24 de outubro de 2025, quando os suspeitos, com idades entre os 23 e os 25 anos, terão levado a cabo um plano previamente preparado para se apoderarem de 52.720 euros destinados ao pagamento de horas extraordinárias dos trabalhadores da empresa.
Segundo a investigação da Polícia Judiciária de Braga, dois dos arguidos, antigos funcionários da Jet Stand, terão entrado nas instalações encapuzados e recorrendo a uma réplica de arma de fogo para intimidar os trabalhadores. Os assaltantes terão fugido numa mota emprestada, utilizando uma matrícula alegadamente furtada de outro veículo.
As autoridades sustentam que a ação foi facilitada por um terceiro suspeito, que ainda trabalhava na empresa à data dos factos. Este terá informado os comparsas sobre o momento exato em que o dinheiro estaria disponível para distribuição pelos funcionários, permitindo a concretização do assalto.
A acusação refere ainda que o dinheiro já se encontrava separado em envelopes individuais quando os assaltantes entraram nas instalações e se apoderaram da totalidade da quantia. Após o roubo, os três homens terão reunido numa habitação em Braga para dividir o montante obtido.
Poucos dias depois, a Polícia Judiciária procedeu à detenção dos suspeitos, reunindo os elementos de prova que sustentam a acusação agora deduzida pelo Ministério Público. Dois dos arguidos encontram-se em prisão preventiva.
Relativamente à arma utilizada durante o assalto, o MP concluiu que se tratava de uma réplica sem capacidade para disparar projéteis, apreendida durante buscas domiciliárias. Por esse motivo, o processo foi arquivado quanto ao eventual crime de posse de arma proibida, uma vez que o objeto não se enquadra na legislação aplicável às armas de fogo.
Além das penas criminais que vierem a ser determinadas em julgamento, o Ministério Público defende a expulsão dos três arguidos do território nacional, considerando a gravidade dos factos imputados.