Manuel Martins Costa, um legado de história deixado em Vila Verde
Há figuras que ultrapassam o tempo e ficam ligadas para sempre à memória coletiva de uma comunidade. Em Vila Verde, uma dessas personalidades é o Dr. Manuel Martins Costa, um vianense que escolheu este concelho como sua terra e que, ao longo de décadas, dedicou parte significativa da sua vida ao serviço dos outros.
Advogado de profissão, destacou-se muito para além da atividade jurídica, assumindo um papel ativo na vida social, política e associativa de Vila Verde. A sua intervenção ficou marcada pelo compromisso com causas públicas e pelo espírito de missão em favor da comunidade.
Entre os cargos e responsabilidades que assumiu, destaca-se o facto de ter sido o primeiro Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde após a Revolução de 25 de Abril, num período histórico de profunda transformação democrática no país. A sua passagem pela autarquia ficou associada a uma fase de reorganização e construção do poder local democrático.
O Dr. Manuel Martins Costa foi também Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, instituição de referência no apoio social, e teve uma ligação de grande proximidade à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, onde exerceu funções dirigentes durante mais de duas décadas. Esta associação, com uma longa história de serviço humanitário no concelho, continua a desempenhar um papel essencial no apoio e proteção da população.
A sua dedicação estendeu-se igualmente ao movimento rotário e à participação cívica e política, tendo sido um dos fundadores da secção do Partido Socialista em Vila Verde, contribuindo para a afirmação do pluralismo democrático local.
Mais do que os cargos que ocupou, fica o exemplo de uma vida dedicada ao serviço público, ao associativismo e à defesa das causas da comunidade. O nome de Manuel Martins Costa permanece ligado à história recente de Vila Verde e ao percurso de várias instituições que ajudou a fortalecer.
O reconhecimento às personalidades que deram o seu tempo e energia à terra que escolheram deve acontecer enquanto estão presentes, valorizando em vida aqueles que contribuíram para construir a identidade de um concelho.
Porque há memórias que pertencem a todos: a história ninguém a consegue apagar.