Luto e dor. Funeral de Lara morta pela madrasta realiza-se sábado
Uma profunda comoção marcou esta semana a despedida de Lara Alves Barreira, a menina de 8 anos cujo corpo foi encontrado sem vida na Serra da Padrela, no concelho de Valpaços, depois de ter sido morta pela madrasta por asfixia, num caso que abalou o país.
O funeral realiza-se no sábado, dia 20 de junho, na Igreja de Friões, seguido de homenagem na Casa Mortuária de Friões na sexta-feira à tarde, com familiares, amigos e vizinhos a reunirem-se para prestar a última despedida à criança. O cortejo fúnebre seguiu depois para o cemitério local, onde Lara foi sepultada.
A morte de Lara ocorreu na quarta-feira, 17 de junho, depois de a menor ter sido retirada da escola pela companheira do pai, que alegou uma consulta médica. A criança acabou por ser encontrada com sinais de estrangulamento numa área florestal, com a sua mochila escolar ao lado.

As autoridades confirmaram que a mãe adotiva confessou ter asfixiado a menina num aparente ato de vingança contra o pai, num contexto de conflitos familiares prolongados. A suspeita, de 48 anos, foi detida pelas forças policiais e está indiciada pela prática de homicídio qualificado e profanação de cadáver.
O pai de Lara foi quem lançou o alerta depois de perceber que a filha não tinha regressado a casa como habitual, desencadeando uma operação de busca que mobilizou a GNR e a Polícia Judiciária de Vila Real.
Durante as cerimónias fúnebres, a comunidade local evocou a memória de Lara como uma criança “sorridente e cheia de vida”, abalados não só pelo crime brutal, mas pela forma abrupta como terminou a sua curta existência. Coordenadores escolares, amigos da família e várias instituições marcaram presença para prestar apoio à família enlutada.
O caso continua a ser investigado, e a justiça será chamada a apreciar as circunstâncias em que uma criança de apenas oito anos foi vítima de uma violência extrema no interior de um lar.