Falha informática paralisou serviços do SNS e condiciona cuidados
Uma falha informática de acesso à Internet afetou esta manhã, a nível nacional, os serviços do Serviço Nacional de Saúde, deixando médicos e outros profissionais sem acesso aos sistemas essenciais ao funcionamento diário dos cuidados de saúde primários.
O problema começou cerca das 8h50 e impediu a consulta dos processos clínicos dos utentes, a prescrição de medicamentos e a requisição de exames complementares de diagnóstico. A situação foi confirmada pelo Sindicato Independente dos Médicos, que fala em constrangimentos significativos na atividade dos centros de saúde em todo o país.
“Neste momento existe uma falha do sistema informático a nível nacional nos cuidados de saúde primários”, afirmou à agência Lusa o secretário regional do Norte do sindicato, Hugo Cadavez. Segundo o dirigente, os profissionais ficaram sem qualquer forma de aceder aos antecedentes clínicos dos doentes ou de garantir a continuidade normal dos cuidados.
A interrupção teve impacto direto na resposta assistencial, obrigando ao adiamento de atos clínicos e dificultando a resposta a situações que dependem de prescrição imediata ou de acesso ao histórico dos utentes.
De acordo com a Associação dos Administradores Hospitalares, a falha informática teve uma duração aproximada de uma hora, estando entretanto reposto o acesso à Internet. Ainda assim, os efeitos fizeram-se sentir para além dos centros de saúde.
A Associação Nacional de Farmácias revelou à RTP que recebeu vários relatos de farmácias com dificuldades em ler receitas eletrónicas e em atribuir as respetivas comparticipações, prolongando os constrangimentos para os utentes mesmo após a reposição dos sistemas.
Até ao momento, não foram avançadas explicações oficiais para a origem da falha.